Sejam bem-vindos ao NEGOSPEL!
O que vem a ser o NEGOSPEL? - NEGOSPEL é um MOVIMENTO NEGRO EVANGÉLICO virtual e, ou, presencial cuja missão é de conscientizar os afrodescendentes e interessados no assunto quanto à sua historicidade, identidade, autovalorização e espaço tanto do ponto de vista histórico-teológico como étnico-sócio-racial lutando, assim, pela reparação nas áreas supra-citadas dentro de um recorte racial justo e verdadeiro ante às inúmeras injustiças resultantes na atual estratificação social. Portanto, continue conosco interagindo e divulgando nosso trabalho e muito obrigado pela sua visita!
Afroabraços,
Henrique Coutinho.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
"TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI?"
Dia 21 de novembro completará 1 ano que o menino Joel teve sua vida e seus sonhos ceifados pela irresponsabilidade de policiais militares aqui em Salvador-Ba; 1 ano que acompanho, diariamente, a família enlutada e traumatizada pela DOR DA PERDA. Amanhã (13/10/2011), porém, será a primeira audiência no Fórum Ruy Barbosa em que tanto os pais como testemunhas e os nove policiais envolvidos naquela infeliz e monstruosa incursão serão ouvidos pelo juíz que, não se sabe porque, resolveu antecipar a audiência que estava marcada para 21 de novembro de 2011 - data em que completará 1 ano da morte de Joel. Não importa. Estaremos todos lá, na frente do Fórum em sinal de apoio à família e protesto pela morosidade da justiça deste país. Pois, quando se trata da morte de uma magistrada que, sentimos muito, foi brutalmente executada, é verdade, logo os pm's perderam a farda e saíram de circulação. Mas em se tratando de um garoto negro, pobre e morador de um bairro periférico os seus assassinos continuam soltos e trabalhando normalmente.
Que país injusto e desigual é este? A nossa constituição não diz que "todos são iguais perante à lei?"
Pr. Henrique Coutinho.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Povo do Nordeste não quer só polícia.
O capoeirista Joel Castro, 43 anos, acordou cedo ontem para acompanhar a inauguração das bases comunitárias do complexo de bairros do Nordeste de Amaralina. Depois de tomar banho, vestir a roupa e se arrumar, Joel desistiu de ir.
“Eu senti que não dava para mim. Ver a farda da PM (Polícia Militar) só me traz lembranças tristes. Por isso eu desisti de ir à inauguração. Eu espero que esses novos PMs realmente venham com um pacto pela vida e não façam como aqueles que assassinaram o meu filho e ainda continuam na corporação” , desabafou Joel Castro.
O filho dele, o pequeno capoeirista Joel, de apenas 10 anos, foi morto com um tiro na cabeça, dentro de casa, durante operação da PM, no Nordeste, em 21 de novembro de 2010.
Somando o depoimento de Joel com as opiniões dos moradores ouvidos ontem, a conclusão é que as autoridades da Segurança Pública terão pela frente pelo menos dois grandes desafios a superar, no Nordeste de Amaralina. O primeiro é apagar da mente dos moradores a ideia de que os policiais militares são apenas homens da repressão. Para o pastor psicanalista Henrique Coutinho, 45, o segundo desafio é uma exigência dos moradores.
“Só o policiamento ostensivo não irá resolver os nossos problemas. Queremos que o governo ofereça o pacto pelos direitos humanos, pelas políticas públicas sérias, educação e saúde de qualidade, emprego e cidadania para o povo do Nordeste de Amaralina. Isso não é um favor, e sim obrigação do governo”, cobra Henrique.
Promessa: Novas UPPs serão no Subúrbio.
O governador da Bahia Jaques Wagner discursou ontem no lançamento das bases comunitárias. “A ideia é consolidar esse projeto, num período de até seis meses, como foi feito no Calabar, para depois pensarmos em partir para o Subúrbio Ferroviário”, disse o governador.
O secretário de Segurança, Maurício Teles Barbosa, afirmou que é “preciso dar oportunidade aos jovens para que eles saiam do tráfico e tenham uma expectativa de vida, com uma profissão, atividade esportiva”. A capitã Roseane Guimarães, comandante das bases do Nordeste, disse que vai contar com as denúncias da população para atuar de forma eficaz.
Jornalista João Eça.
Fonte: Jornal Massa.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A ANGOLANA LEILA LOPES É ELEITA A NOSSA MISS UNIVERSO 2011!
Linda, charmosa e inteligente, a angolana Leila Lopes (25 anos) acaba de ser eleita a primeira Miss Universo Negra de Angola! Nada mais justo e oportuno, uma vez que estamos no Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Modismo? Midiativismo? Alguns poderão argumentar dessa forma, já que temos como Presidente da maior potência mundial (EUA) o negro Barack Obama. Com tudo isso prefiro acreditar que tudo isso são respostas e resultado de luta, sangue e suor de tantos irmãos e irmãs negros que deram suas vidas em prol de uma causa quase sempre classificada por muitos como "utopia". Pois bem, isso que fora considerado por séculos a fio como "utopia" hoje é considerado como factual - uma insofismável realidade! Diante disso, cabe a nós O POVO NEGRO discernindo este momento histórico, conduzirmo-nos com equilíbrio e sabedoria a fim de que as gerações negras futuras herdem um legado mais justo, igualitário e sadio, fruto de lutas e conquistas bem alcançadas e administradas em meio a tantos opositores que, infelizmente, sempre hão de existir. PARABÉNS LEILA LOPES! PARABÉNS POVO NEGRO!!!
Afro-abraços,
Pr. Henrique Coutinho.
domingo, 14 de agosto de 2011
O EXTREMO DA DEPRECIAÇÃO DA FIGURA PATERNA.
A cada dia que passa se percebe uma orquestração sutil e silenciosa em direção da desonra e depreciação da FIGURA PATERNA, desde as tímidas manifestações "homenagiosas" da família, igrejas, intituições de ensino, etc, até a pouco badalada divulgação da data por meio dos meios midiáticos de comunicação em comparação com outras datas como, por exemplo, o dia das mães, das crianças, dos namorados, dentre outros.
Parece que em nome da busca pela (justa) emancipação feminina e pela supervalorição da figura materna, acabamos caindo em um outro extremo: O EXTREMO DA DEPRECIAÇÃO DA FIGURA PATERNA.
Já está provado tanto pela Psicologia como pela Psicanálise que a presença da FIGURA PATERNA na vida de uma criança, cuja personalidade está sendo formada entre 0 e 7 anos de idade, é de imprescindível importância e valor em sua formação de caráter e na necessidade de um ancoramento em uma referência masculina que pode ser ou não o seu genitor.
A grande maioria das culturas existentes ao longo dos séculos sempre tiveram a FIGURA PATERNA como modelo patriarcal, não obstante a verídica ponderação da forte marca do machismo perceptível em tais culturas. Mas, ao longo dos anos, o que percebemos não é a busca do equilíbrio da importância e valor das figuras paterna e materna no exercício do sacerdócio do lar. Antes uma sorrateira e paulatina desintegração, desgaste e uma certa inclinação para O EXTREMO DA DEPRECIAÇÃO DA FIGURA PATERNA. Tal tendência é, sem dúvida, por demais perigosa e preocupante, embora alguns não consigam enxergar os danos que essa triste e crescente tendência dos últimos dias pode gerar como, de fato, já está gerando.
Não é à toa que um dos mandamentos morais entre os dez prescritos por IAVÉ seja "HONRA TEU PAI e tua mãe..."; que o Senhor Jesus, nos evangelhos, faça inúmeras alusões a Deus como seu PAI, a exemplo da universal ORAÇÃO DO PAI NOSSO (Mateus 6:1-13) dentre outras citações como João 8:49 onde se lê: "Disse Jesus: Não estou endemoninhado! Pelo contrário, HONRO O MEU PAI, e vocês me desonram."
Infelizmente a constatação de que a "cultura da desonra paterna", tanto dentro como fora dos muros eclesiásticos, já é uma triste realidade. O que acaba refletindo muito negativamente sobre nossas crianças que são o presente e o futuro de nossa sociedade.
Como pai, luto todos os dias, contra essa tendência malígna que assola nossos lares e sociedade conseqüentemente. Procuro passar para meu filho tanto de forma oral como, principalmente, prática e presencial o que, como pai, represento pra ele, o que tem resultado em um relacionamento muito gostoso e edificante entre nós dois. O feed-back tem sido muito gratificante!
Portanto, quero estimular a todos os pais a não abrirem mão do seu papel em seu lar, em sua relação com seus filhos, ainda que não convivam debaixo do mesmo teto. NÃO ABRAM MÃO DO SEU SACERDÓCIO PATERNAL! Não importa que muitos não lhe reconheçam e, até, lhe desonrem. Saiba que vocês têm respaldo e legalidade conferidos pelo "PAI DAS LUZES, EM QUEM NÃO HÁ MUDANÇA NEM SOMBRA DE VARIAÇÕES".
Um feliz "DIA DOS PAIS" com um sonoro grito de protesto contra O EXTREMO DA DEPRECIAÇÃO DA FIGURA PATERNA!!!
PAI-STOR HENRIQUE COUTINHO.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
03 DE AGOSTO: DIA DO CAPOEIRISTA.
O Brasil, a partir do século XVI, foi palco de uma das maiores violências contra um povo. Mais de dois milhões de negros foram trazidos da África, pelos colonizadores portugueses, para se tornarem escravos nas lavouras da cana-de-açúcar. Tribos inteiras foram subjugadas e obrigadas a cruzar o oceano como animais em grandes galeotas chamadas de navios negreiros. Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro foram os portos finais da maior parte desse tráfico. Ao contrário do que muitos pensam, os negros não aceitaram pacificamente o cativeiro; a história brasileira está cheia de episódios onde os escravos se rebelaram contra a humilhante situação em que se encontravam. Uma das formas dessa resistência foi o quilombo; comunidades organizadas pelos negros fugitivos, em locais de difícil acesso. Geralmente em pontos altos das matas. O maior desses quilombos estabeleceu-se em Pernambuco no século XVII, numa região conhecida como Palmares. Uma espécie de Estado africano foi formado. Distribuído em pequenas povoações chamadas mocambos e com uma hierarquia onde no ápice encontrava-se o rei Ganga-Zumbi, Palmares pode ter sido o berço das primeiras manifestações da Capoeira. Desenvolvida para ser uma defesa, a Capoeira foi sendo ensinada aos negros ainda cativos, por aqueles que eram capturados e voltavam aos engenhos. Para não levantar suspeitas, os movimentos da luta foram sendo adaptados às cantorias e músicas africanas para que parecessem uma dança. Assim, como no Candomblé, cercada de segredos, a Capoeira pode se desenvolver como forma de resistência. Foi do campo para a cidade que a Capoeira ganhou a malícia dos escravos de ‘ganho’ e dos frequentadores da zona portuária. Na cidade de Salvador, capoeiristas organizados em bandos provocavam arruaças nas festas populares e reforçavam o caráter marginal da luta. Durante décadas a Capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da sua prática deu-se apenas na década de 30, quando uma variação da Capoeira (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente, Getúlio Vargas. De lá para cá, a Capoeira Angola aperfeiçoou-se na Bahia mantendo fidelidade às tradições, graças principalmente ao seu grande guru, Mestre Pastinha , que jogou Capoeira até os 79 anos, formando gerações de angoleiros .
Raízes africanas:
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na Àfrica , faziam muitas danças ao som de músicas.
No Brasil:
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães do mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
Três estilos da capoeira:
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.
É merecido que o Capoeirista tenha um dia para ser comemorado, uma data para ser lembrada, afinal, a capoeira é praticada em mais de 150 países nos 5 continentes. Somente no Brasil são mais de 5 milhões de capoeiristas!
Fonte: http://clubeterra.atrativa.com.br/player/ana_sou123/blog/293480
MESTRE BIMBA: FUNDADOR E REI DA CAPOEIRA REGIONAL.
1. Introdução
Manoel dos Reis Machado (1900-1974), Mestre fundador da capoeira regional. Destacou-se pelos serviços comunitários e sociais que executou, principalmente com crianças e adolescentes. Instituiu o núcleo de documentação, com mais de 5000 títulos sobre capoeira e assuntos relacionados.
Bimba é “O grande rei negro do misterioso rito africano, símbolo de resistência afrodescendente no Brasil.”
2. Herança de Mestre Bimba:
“Mestre Bimba – Manoel dos Reis Machado – nasceu em Salvador em 23 de novembro de 1900, no bairro de Engenho Velho de Brotas, em Salvador, Bahia e recebeu o seu apelido devido a uma aposta feita entre a parteira e a sua mãe: a mãe dizia que seria uma menina e a parteira, convicta pelo seu conhecimento, dizia ser macho. Na hora do nascimento, surgiu a expressão: “GANHEI A APOSTA O CABRA TEM BIMBA E CACHO”! O apelido já nasceu com ele. Foi iniciado na capoeira aos doze anos de idade por um africano – Bentinho -, capitão da Cia. Baiana de Navegação, no que é hoje o bairro da Liberdade.
Mestre Bimba
Sodré (1991, apud Campos 2001) refere-se ao Mestre dizendo: “foi uma das ultimas grandes figuras do que se poderia chamar de ciclo heróico dos negros da Bahia”. Segundo Capoeira (2006, p.50) Bimba era um lutador renomado e temido. Ganhou o apelido de “Três Pancadas” porque, segundo se dizia, era o Maximo que seus adversários agüentavam.
Bimba ainda praticante de capoeira começou a ensinar em 1918, sendo seus alunos negros e mulatos das classes populares. Mas apesar da pouca idade (18 anos), possuía alunos também de classes privilegiada, como o Desembargador Décio dos Santos SEABRA, da família do ex-governador SEABRA ; Dr. Joaquim de Araújo Lima , jornalista (Imparcial e Nova Era) e mais tarde governador de Guaporé. Para estes e outros, as aulas eram particulares nos quintais e varandas de suas casas.Mestre Bimba era um dos capoeiristas mais conceituados de sua época, pois, era muito carismático, excelente lutador e temido por alguns, pois em inúmeros desafios e combates públicos, havia sido derrotado. Mesmo sendo um “cantador” e percussionista admirável, era discriminado por grande parte dos artistas e intelectuais de Salvador (por ter criado a Capoeira Regional), porém era muito venerado por seus alunos.Aos 29 anos de idade, o próprio Mestre Bimba contava: “Em 1928, eu criei, completa, a Regional, que é o batuque misturado com a Angola, com mais golpes, uma verdadeira luta, boa para o físico e para a mente”. Assim nasceu a Capoeira Regional Baiana.Na década de 1930, Getúlio Vargas tomou o poder e, procurando apoio popular para a sua política, que incluía a “retórica do corpo”, permitiu a prática (vigiada) da capoeira: somente em recintos fechados e com alvará da polícia. Mestre Bimba aproveitou a brecha e abriu à primeira “academia”, dando inicio a um novo período – o das academias – após o período de escravidão e de marginalidade (Capoeira 2006, p.51) Recebeu do inspetor técnico de Ensino Secundário profissional, o titulo de registro "que lhe requereu o Sr. Manoel dos Reis Machado, diretor do curso de Educação Física, sito à Rua Bananal, quatro.Bimba ao decorrer dos anos e de sua experiência foi moldando a capoeira de ataque e defesa usada por desordeiros e pessoas de classes mais humildes, numa luta com método de ensino próprio, tornando-a um verdadeiro curso de Educação Física e criando rituais como: Batizado, Formatura e Especialização, seguindo padrões sociais e acadêmicos, pela própria nomenclatura.Nos anos seguintes, Bimba teve grande sucesso. Em 1949, foi a São Paulo com seus alunos e realizou uma série de lutas com lutadores de outras modalidades. Em 1953, fez uma apresentação para Getúlio Vargas e recebeu o abraço do presidente, que afirmou que “a capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional”.Antes de ir para Goiânia, Bimba formou sua última turma, uma formatura muito comentada chamada 'formatura do adeus', depois deste evento ele deixou a Bahia dizendo 'Não voltarei, mas aqui, nunca fui lembrado pelos poderes públicos; se não gozar nada em Goiânia, vou gozar do cemitério. ' Depois que ele se foi veio a Salvador apenas duas vezes e dizendo que estava tudo bem, mas dona Nair nos disse 'ele foi enganado. Não volta porque é orgulhoso'. Em 05 de fevereiro de 1974 um ano depois que deixou a Bahia, morria o mestre Bimba e foi enterrado em Goiânia. Transladar os restos mortais de Goiânia para Salvador foi difícil, os seus alunos achavam que o lugar dele era Bahia "ídolo não se pertence, pertence ao seu Público”Bimba obteve grande luta contra as autoridades, porém não uma luta de carne ou sangue, mas de dignidade e respeito à capoeira e aos capoeiristas, sendo assim nos deixou de herança:
A sobrevivência da Capoeira; A liberdade da Capoeira; A profissionalização da Capoeira; A metodologia da Capoeira; O respeito da sociedade pela a capoeira; Além disso, Mestre Bimba também conseguiu que ficasse evidente, através de sua própria vida, o desrespeito e o descaso das autoridades pela nossa cultura.
3. Conclusão:Somos gratos ao nosso maior capoeirista, Mestre Bimba, por nos deixar de herança a capoeira como dança, luta, esporte, manifestação folclórica, estilo de vida, etc. Ressaltando que: Bimba jamais, em seus 56 anos de aula, feriu um aluno. Bimba deixava claro que não devia haver luta ao som do berimbau. Seria um desrespeito aos princípios e a Regional tem como um de seus pilares o respeito à integridade física e moral dos companheiros.Lembrando que: Mestre Bimba desafiou todos os capoeiristas e lutadores baianos da sua época e que ele venceu todas as lutas e só foi desclassificado em uma, por ter dado um galopante em seu oponente e colocado assim o adversário para fora do ringue. Mas o principal de tudo isso que deve ser ressaltado é que nunca o Mestre Bimba lutou ao som do berimbau. Luta era coisa para o ringue, afirmava ele.O presente estudo teve por objetivo apresentar um pouco da história de Mestre Bimba, que podemos considerá-lo um marco histórico na história da cultura brasileira, um divisor de águas, pois só depois dele foi dado o nome de Capoeira Angola e foi iniciado um movimento geral de resgate e preservação da cultura afro-brasileira em todos os seus âmbitos.Cabem a nós capoeiristas, amantes da capoeira, mestres e professores divulgar, apresentar e lutar contra os preconceitos ainda existentes, para que possamos garantir as gerações futuras a oportunidade e o direito de ter a história preservada.Referências
CAPOEIRA, Nestor. Capoeira: pequeno Manual do Jogador. 8ªed.- Rio de Janeiro: Record, 2006. CAMPOS, Hélio. Capoeira na Universidade: uma trajetória de resistência. - Salvador: SCT, EDUFBA, 2001. http://br.geocities.com/cccssa2000/sejabemvindo/bimba.html acessado em 08/05/2009, 14:30. http://www.filhosdebimbasp.com.br, acessado em 08/05/2009, 14:35.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
25 de julho: Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.
A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana, quando estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta as condições de opressão de gênero e étnico-raciais em que vivem estas mulheres.
O objetivo da comemoração do 25 de julho, portanto, é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.
(Fonte: Afrokut)
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